terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Dos adjetivos não encontrados

A gente sempre respira fundo e solta o ar de uma vez com um olhar nostálgico quando tenta encontrar adjetivo para expressar como acaba a alma - vazia - e talvez no sentido sólido da palavra. Mas bem lá no fundo ela sabia que, estar perdidamente apaixonada, era a melhor sensação do mundo. O que doía era esse fim que mais cedo ou mais tarde insistia em chegar, e que quando chegava destruía por dentro. Destruía sem porque algum, não havia sentido, apenas chegava ao fim sem explicação. E é bem aí que esta o problema. Esse querer saber o fundamento que fez tudo acontecer para acabar assim, em silêncio total. E é tão absoluto que, mesmo que a gente tente, não consegue encontrar aquele adjetivo que não explicaria o fundamento, mas expressaria aquela sensação que só quem sente sabe, que não transparece, só dói, assim, absoluto, completo.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Irresoluto

Não lhe faltava nada. Era magra, alta, linda. Tinha emprego, bom saldo bancário, mantinha-se na academia e estava matriculada na faculdade. Havia um amor, daqueles bem sinceros, pronto pra lhe socorrer – mas não queria ser socorrida. Sem pensar nos namoricos passageiros sem compromisso algum com os quais se divertia – mas eram só instantâneos, depois sentia náusea se tornasse a pensar neles. Frequentava bons bares e jogava de vez em quando.
E estava ali, parada, sem porque nenhum, caçando exclamação em céu de interrogação. Ninguém sabia o porque. Ela mesma não sabia. Ou talvez soubesse. Vagava agora num horizonte sem fim, atrás de borboletas. E sonhava vez em quando sem querer acordar.
Então, lambeu os dedos sujos de chocolate, sentiu um gosto amargo, pensou na paixãozinha vagabunda, nas borboletas, nos acordes, naquela inquietude interior, que aos olhos alheio pareciam mais silêncio, e escreveu sem pensar:

"Serão só andorinhas?"

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Malogro de uma esperança

A verdade é que essa coisa, que ousamos chamar de amor sem cuidado nenhum, muitas vezes não é amor. Sendo assim, a palavra decepção, que por sinal também usamos com descuido, não seria um exagero?

domingo, 2 de janeiro de 2011

01h01

E nada tem o menor sentido que seja. Nem mesmo eu. Muito menos eu. Quem sou eu?

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Lembro um sorriso, mas não quero lembrar

 que a noite vem caindo, trazendo o teu olhar (...)



Cada palavra que falei,
lembra uma história que eu nem mesmo sei.
Mas como o vento, vem tão depressa,
e a verdade é bem mais forte;
vou deixar que o destino mostre a direção.
Foi pouco tempo mas valeu,
vivi cada segundo;
QUERO O TEMPO QUE PASSOU ♫

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sobre minha falta de, vejamos, eu não sei bem dizer (...)

Não sei como deixei tudo isso escapar do meu controle, e nem sei como você conseguiu acertar minhas bifurcações e seguir sempre pelo caminho certo. Deve haver milhares de palavreados clichês para retratar tudo isso, mas nada se encaixa, e, literalmente, nunca seremos clichês.
Só me resta ficar aqui, com um tintilhar de dedos incessável perguntando se a esperança pode surgir dessa vez.
Boa sorte a todos que ainda acreditam.

Créditos: Com açucar,

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Me ensina a te amar de novo?

- Porque eu hoje descobri, que mais doloroso que amar teu falso querer, é saber que estou apaixonada por outro alguém que me enriquece a alma e não ter mais forças para acreditar no amor.